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	<title>Comentários sobre: A &#8220;justiça do vídeo&#8221; ou a pedagogia da tv</title>
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	<description>um blog para a disciplina EDU 310</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Jun 2009 17:25:58 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: eluedy</title>
		<link>http://diversidadecultural.wordpress.com/2008/05/09/a-justica-do-video-e-a-tv-como-pedagoga/#comment-41</link>
		<dc:creator>eluedy</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 21:23:04 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Ana!
Que bom te encontrar por aqui. Obrigado pela visita. Eu, no entanto, acho que sou menos &quot;apocalíptico&quot; (se me permite usar aquela categoria desenvolvida pelo Humberto Eco para se referir àqueles que vêem a mídia de massa e seus produtos culturais como algo quase sempre de efeitos perniciosos). Eu tô mais para &quot;integrado&quot; mesmo. O que não quer dizer que ache que os textos culturais da mídia não devam ser criticados. Para pagar minha língua - já que lamentava a maneira como os meios de comunicação de massa  vinham tratando o caso ronaldinho - a Revista Época publicou uma matéria interessante sobre os travestis e sobre o desejo masculino por eles. Justiça seja feita, no auge da exploração do caso Isabella, a Época publicou, e foi sua capa, uma interessante matéria sobre o drama de Casagrande (aquele comentarista da Globo que está internado para tratar de sua dependência química). Enfim, no meio do caos midiático, alguma coisa sempre se salva.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Ana!<br />
Que bom te encontrar por aqui. Obrigado pela visita. Eu, no entanto, acho que sou menos &#8220;apocalíptico&#8221; (se me permite usar aquela categoria desenvolvida pelo Humberto Eco para se referir àqueles que vêem a mídia de massa e seus produtos culturais como algo quase sempre de efeitos perniciosos). Eu tô mais para &#8220;integrado&#8221; mesmo. O que não quer dizer que ache que os textos culturais da mídia não devam ser criticados. Para pagar minha língua &#8211; já que lamentava a maneira como os meios de comunicação de massa  vinham tratando o caso ronaldinho &#8211; a Revista Época publicou uma matéria interessante sobre os travestis e sobre o desejo masculino por eles. Justiça seja feita, no auge da exploração do caso Isabella, a Época publicou, e foi sua capa, uma interessante matéria sobre o drama de Casagrande (aquele comentarista da Globo que está internado para tratar de sua dependência química). Enfim, no meio do caos midiático, alguma coisa sempre se salva.</p>
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		<title>Por: Ana Margarida</title>
		<link>http://diversidadecultural.wordpress.com/2008/05/09/a-justica-do-video-e-a-tv-como-pedagoga/#comment-40</link>
		<dc:creator>Ana Margarida</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 11:16:12 +0000</pubDate>
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		<description>Os entrevistados de Ana Maria Braga precisam ser simpáticos ao papagaio Louro José.  Uma livraria só sobrevive com mais de  90% de livros de auto-ajuda. Lojas de CD cada vez menos existem. Esteira da mediocridade para todos!!! - queiramos ou não. Não interessa nem a opinião, nem a escolha, mas o convencimento e a venda. 
Delivery, delivery, delivery</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os entrevistados de Ana Maria Braga precisam ser simpáticos ao papagaio Louro José.  Uma livraria só sobrevive com mais de  90% de livros de auto-ajuda. Lojas de CD cada vez menos existem. Esteira da mediocridade para todos!!! &#8211; queiramos ou não. Não interessa nem a opinião, nem a escolha, mas o convencimento e a venda.<br />
Delivery, delivery, delivery</p>
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	<item>
		<title>Por: eluedy</title>
		<link>http://diversidadecultural.wordpress.com/2008/05/09/a-justica-do-video-e-a-tv-como-pedagoga/#comment-39</link>
		<dc:creator>eluedy</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2008 10:13:09 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é, Izaura, mas vc não acha que o casal já foi suficientemente execrado pelo que, supostamente, fez? A questão é que a exposição midiática, a cobertura intensa, quase obsessiva, da mídia pode não estar apenas refletindo um interesse nosso, ou da maioria da população (vide os números que apontam para um aumento de audiência dos telejornais quando estes noticiam o caso) acerca da violência contra crianças. Ou, melhor dizendo, a mídia pode não estar simplesmente atendendo a uma necessidade nossa, a uma sensibilidade nossa, de compreender a violência contra crianças, mas, sim, amplificando e mesmo fabricando esta reação. O que, me parece claro, tem a ver com questões de classe social e raça [aliás, como bem frisou Albergaria, numa entrevista no terra magazine]. A violência diária cometida contra crianças mais escuras e pobres não recebe a mesma atenção. Nunca vi xuxa e nem hebe camargo indo falar com alguma mãe pobre ou favelada que tenha perdido seus filhos de forma violenta. A comoção popular, neste caso pelo menos, dá mostras de ser diretamente proporcional à espetacularização criada pela mídia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, Izaura, mas vc não acha que o casal já foi suficientemente execrado pelo que, supostamente, fez? A questão é que a exposição midiática, a cobertura intensa, quase obsessiva, da mídia pode não estar apenas refletindo um interesse nosso, ou da maioria da população (vide os números que apontam para um aumento de audiência dos telejornais quando estes noticiam o caso) acerca da violência contra crianças. Ou, melhor dizendo, a mídia pode não estar simplesmente atendendo a uma necessidade nossa, a uma sensibilidade nossa, de compreender a violência contra crianças, mas, sim, amplificando e mesmo fabricando esta reação. O que, me parece claro, tem a ver com questões de classe social e raça [aliás, como bem frisou Albergaria, numa entrevista no terra magazine]. A violência diária cometida contra crianças mais escuras e pobres não recebe a mesma atenção. Nunca vi xuxa e nem hebe camargo indo falar com alguma mãe pobre ou favelada que tenha perdido seus filhos de forma violenta. A comoção popular, neste caso pelo menos, dá mostras de ser diretamente proporcional à espetacularização criada pela mídia.</p>
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		<title>Por: Izaura Cruz</title>
		<link>http://diversidadecultural.wordpress.com/2008/05/09/a-justica-do-video-e-a-tv-como-pedagoga/#comment-38</link>
		<dc:creator>Izaura Cruz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2008 09:19:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diversidadecultural.wordpress.com/?p=25#comment-38</guid>
		<description>Oi Eduardo,

Suas reflexões são muito interessantes e os pontos que você levanta são realmente cruciais. Gostei particularmente da reflexão sobre o caso de Ronaldinho. Concordo com você que a tv perdeu a oportunidade de contribuir para a diminuição do preconceito sobre hossexuais, travestis e trangêneros. Mas penso que a Rede Globo não tem o menor interesse em diminuir esse preconceito, vide a forma como os homossexuais são mostrados em seus programas (principalmente os humorísticos).
Em relação ao caso de Isabela, me parece que além da espatacularização absurda, faltam algumas discussões anteriores, entre elas a dos limites do &quot;Pátrio Poder&quot;. Porque situações como essas são vistas cotidianamente nas classes populares (e nem por isso ganham visibilidade). O Problema é que tudo que atinge a classe média vira &quot;instantaneamente&quot; interesse nacional.
Precisamos discutir sobre os limites dos poderes paterno e materno na sociedade como um todo. Até quando a gente vai acahr normal quando o/a nosso/a vizinho/a , amigo/a ou parente diz: &quot; O filho/a é meu/minha e eu fçao o que eu quiser!&quot; ? Penso que talvez seja essa uma das discussões  produtivas que podemos extrair dessa tragédia toda para que não fique somente no espetáculo midiático e na condenação momentânea da barbárie, sem nenhuma reflexão posterio.
Beijos,
Izaura Cruz - Professora do Depto de Educação da UEFS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Eduardo,</p>
<p>Suas reflexões são muito interessantes e os pontos que você levanta são realmente cruciais. Gostei particularmente da reflexão sobre o caso de Ronaldinho. Concordo com você que a tv perdeu a oportunidade de contribuir para a diminuição do preconceito sobre hossexuais, travestis e trangêneros. Mas penso que a Rede Globo não tem o menor interesse em diminuir esse preconceito, vide a forma como os homossexuais são mostrados em seus programas (principalmente os humorísticos).<br />
Em relação ao caso de Isabela, me parece que além da espatacularização absurda, faltam algumas discussões anteriores, entre elas a dos limites do &#8220;Pátrio Poder&#8221;. Porque situações como essas são vistas cotidianamente nas classes populares (e nem por isso ganham visibilidade). O Problema é que tudo que atinge a classe média vira &#8220;instantaneamente&#8221; interesse nacional.<br />
Precisamos discutir sobre os limites dos poderes paterno e materno na sociedade como um todo. Até quando a gente vai acahr normal quando o/a nosso/a vizinho/a , amigo/a ou parente diz: &#8221; O filho/a é meu/minha e eu fçao o que eu quiser!&#8221; ? Penso que talvez seja essa uma das discussões  produtivas que podemos extrair dessa tragédia toda para que não fique somente no espetáculo midiático e na condenação momentânea da barbárie, sem nenhuma reflexão posterio.<br />
Beijos,<br />
Izaura Cruz &#8211; Professora do Depto de Educação da UEFS.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: eluedy</title>
		<link>http://diversidadecultural.wordpress.com/2008/05/09/a-justica-do-video-e-a-tv-como-pedagoga/#comment-37</link>
		<dc:creator>eluedy</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2008 21:02:11 +0000</pubDate>
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		<description>Valeu, Macca. O uso do cachimbo, né, irmão? Queria eu escrever com sua liberdade e inventividade.
Abração!
duda</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valeu, Macca. O uso do cachimbo, né, irmão? Queria eu escrever com sua liberdade e inventividade.<br />
Abração!<br />
duda</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nelson Maca</title>
		<link>http://diversidadecultural.wordpress.com/2008/05/09/a-justica-do-video-e-a-tv-como-pedagoga/#comment-36</link>
		<dc:creator>Nelson Maca</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2008 19:12:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diversidadecultural.wordpress.com/?p=25#comment-36</guid>
		<description>Duda, você foi curto e objetivo; nunca grosso (rsrs). Tranquilo seu texto, e, como sempre, lúcido! Também tenho vivdo algumas horas a mais em frente da televisão e, também, da internet em blogs de notícias. Você vai ao ponto: a produção de sentidos e posterior proveito disso move os meios. A história do Ronaldinho é de uma inversão total. Promove-se um festival, não de vaziismo como diria Machado de Assis, mas de esvaziamento e, posterior, ressignificação. 

Credo!!, tô falando igual àquelas professoras do ILUFBA e da FACOM. Será que estou vivendo uma espécie de metanorfose kafkiana, vendo-me transmutar-me numa Eneida Leal ou num Monclar Valverde! 
Meu Pai Oxalá é mais! Vai me valer!!

Mas é isso, irmão, parabéns pleo texto conciso e ágil. Bom de ler, sem, contudo, deixar esmorecer o caráter incisivo que constrói desde o início. Realmente, apresenta um gancho efetivo para o debate que se faz necessário. 

Você escreve muito bem! 
Parabén!  

Nelson Maca -Blackitude.BA</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Duda, você foi curto e objetivo; nunca grosso (rsrs). Tranquilo seu texto, e, como sempre, lúcido! Também tenho vivdo algumas horas a mais em frente da televisão e, também, da internet em blogs de notícias. Você vai ao ponto: a produção de sentidos e posterior proveito disso move os meios. A história do Ronaldinho é de uma inversão total. Promove-se um festival, não de vaziismo como diria Machado de Assis, mas de esvaziamento e, posterior, ressignificação. </p>
<p>Credo!!, tô falando igual àquelas professoras do ILUFBA e da FACOM. Será que estou vivendo uma espécie de metanorfose kafkiana, vendo-me transmutar-me numa Eneida Leal ou num Monclar Valverde!<br />
Meu Pai Oxalá é mais! Vai me valer!!</p>
<p>Mas é isso, irmão, parabéns pleo texto conciso e ágil. Bom de ler, sem, contudo, deixar esmorecer o caráter incisivo que constrói desde o início. Realmente, apresenta um gancho efetivo para o debate que se faz necessário. </p>
<p>Você escreve muito bem!<br />
Parabén!  </p>
<p>Nelson Maca -Blackitude.BA</p>
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